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Dados do Trabalho


Título

FREQUENCIA DE ENTEROBACTERIAS PRODUTORAS DE NEW DELHI METALLO-BETA-LACTAMASE EM UM HOSPITAL ENSINO NOS ULTIMOS OITO ANOS.

Palavras-Chave

Enterobactérias, carbapenemase, vigilância em saúde pública.

Fundamentação/Introdução

New Delhi metallo-beta-lactamase é uma carbapenemase que foi detectado pela primeira vez em 2008 em um isolado urinário de Klebsiella pneumoniae, e um isolado de fezes de Escherichia coli recuperado do mesmo paciente na cidade New Delhi na Índia. Por se tratar de uma enzima carreada por gene plasmidial, sua disseminação mundial se deu rapidamente chegando ao meio.

Objetivos

Nosso objetivo foi investigar o aumento da frequência de bactérias Gram-negativas produtoras de blaNDM em um hospital ensino.

Delineamento e Métodos

Trata-se de um estudo retrospectivo, com análise de dados obtidos ao longo de oito anos. Desde 2011 o programa de vigilância de bactérias multirresistentes (MDR) do hospital realiza testes preconizados nas notas técnicas da ANVISA (01/2010 e 01/2013) para detecção e controle de enterobactérias MDR. A identificação fenotípica inicial e o teste de susceptibilidade antimicrobiana foram realizados pelo sistema automatizado BD PhoenixTM. A confirmação do gene blaNDM foi realizada pela técnica de reação em cadeia da polimerase-PCR no laboratório de microbiologia médica da UEM e no laboratório de referência central do Estado do Paraná - LACEN.

Resultados

Entre 2011 e 2016 nenhum isolado produtor de blaNDM foi identificado, no entanto, a partir de março de 2017 quando o primeiro isolado de bactéria carreando esse gene foi detectado, novos casos foram surgindo. Desde 2017, até o presente momento verificou-se um aumento gradual no número de isolados produtores de blaNDM, sendo 4 em 2017, 5 em 2018 e 16 nos nove meses iniciais de 2019. Com relação ao sítio de isolamento os 25 isolados positivos foram provenientes dos seguintes sítios: swabs retais (84%), trato urinário (8%) e aspirado traqueal (8%). A espécie mais prevalente foi Klebsiella pneumoniae (24%) seguida de Enterobacter cloacae (20%), Escherichia coli (20%), Klebsiella oxytoca (20%), Raoultella planticola (8%), Citrobacter freundii/youngae (4%) e Citrobacter amalonaticus (4%).

Conclusões/Considerações finais

Os dados mostram que houve um aumento substancial na frequência de isolados carreando blaNDM nos últimos três anos e a variabilidade de espécies onde este gene foi detectado confirma a facilidade de disseminação deste plasmídeo, especialmente os que pertencem à família Enterobacteriaceae. Reafirmamos a importância de um programa efetivo de vigilância para rápida detecção e controle da disseminação destas bactérias.

Área

Tema livre

Autores

IHORRANA WENCZ ALFLEN, DANIELLE ROSANI SHINOHARA, CINTIA WERNER MOTTER, CECILIA SAORI MITISUGUI, MARIA CRISTINA BRONHARO TOGNIM