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Dados do Trabalho


Título

ROMPIMENTO DA BARRAGEM DE MARIANA (MG): UMA ANALISE DOS EFEITOS DA CONTAMINAÇAO POR METAIS PESADOS NOS BOMBEIROS

Palavras-Chave

metais pesados, Mariana, desastre ambiental e toxicidade

Fundamentação/Introdução

Os metais pesados (MP) estão presentes na natureza e têm grande importância biológica para diferentes organismos. Em excesso, essas substâncias podem causar sérios danos nestes organismos.

Objetivos

O objetivo deste trabalho é abordar os efeitos dos metais pesados em bombeiros que trabalharam no resgate das vítimas do rompimento da barragem de contenção de rejeitos da extração de minério de ferro, da Samarco, em Mariana (MG), ocorrido em 5 de novembro de 2015. 55 milhões de m³ de lama de rejeitos foram derramados no Rio Doce, atingindo 36 municípios, em uma extensão de 663 km. 19 pessoas morreram e milhares de outras foram atingidas direta e indiretamente (FREITAS et al., 2019).

Delineamento e Métodos

A metodologia empregada neste estudo foi de pesquisa qualitativa observacional, sendo pesquisados artigos científicos nos repositórios Scielo, Pubmed e Google Acadêmico.

Resultados

Nas análises realizadas com a lama de rejeitos de Mariana, foram identificados metais pesados como ferro, alumínio, arsênio, cobre, zinco, manganês, cromo, cobalto, chumbo e níquel. Bombeiros que trabalharam no resgate de vítimas da tragédia, após a realização de exames laboratoriais (sangue e urina), mostraram aumento nas concentrações de alumínio e cobre. Neste caso, estes sintomas podem aparecer de médio a longo prazo, afetando o sistema neurológico, e evidenciando-se através da queda de cabelo, envelhecimento precoce, osteoporose e irritabilidade, assim como o desenvolvimento de doenças hepáticas (hepatite e cirrose), podendo evoluir à insuficiência hepática a longo prazo. Assim, é imprescindível que haja o monitoramento desses bombeiros através de exames laboratoriais e clínica (anamnese), visto que os riscos à intoxicação podem se estender a longo prazo (FREITAS et al., 2019).

Conclusões/Considerações finais

Mesmo com equipamentos de proteção individual (EPIs), a exposição a agentes tóxicos não é totalmente evitada, porque na água, ar e solo, vestígios de materiais tóxicos podem ser carreados. Pelo ar, por exemplo, após a lama secar, partículas de poeira são carregadas e, mesmo de máscara, os profissionais podem estar expostos à contaminação. O contato também pode ocorrer diretamente na pele, através de equipamentos, que através de falhas na proteção, ou mesmo negligência do profissional em utilizar corretamente, favorecendo a exposição contínua a esses agentes. Salientamos assim a importância do uso correto desses equipamentos (MOREIRA; MOREIRA, 2004).

Área

Tema livre

Instituições

Centro Universitário Campos de Andrade - Parana - Brasil

Autores

THALLICYANNE DELFINA GUIMARAES, MAYARA CARDOSO DA SILVA, KLAUS DIETER SAUTTER